Fotos:minhas (pormenores de monumento a Maria Pita, heroina ligada à Cidade de Corunha, que em 1589, com outras mulheres ajudou a vencer um ataque da esquadra inglesa)
O tempo passou!... Os grandes acontecimentos, restam memória, preservada pela História e recreada pela Arte.
São idas e vindas, pequenas corridas saltitantes, na fuga à força da rebentação e na necessária procura, dentro da água, ali deixada durante breves momentos…
As ondas, como “Centauros”, "força bruta, de baixos instintos", atiram-se em luta contra os “Lapitas”, simbolizados pelas rochas e falésias, que permanecem na vencedora posição de "comportamentos civilizados".
Elementos em fúria a lembrar episódio da Mitologia.
A luz filtra-se por entre as nuvens… O candeeiro há pouco apagou a luz… O galo, agora cata-vento, destaca-se na posição de anunciar a luz, recém chegada na aurora…
Espectáculos de luz e cor enchem esta primeira noite do ano. Mais do que uma saudação ao recém chegado, é a comemoração por estarmos vivos para o receber. FELIZ ANO NOVO!!!!
De fora, o significado das grades perde-se na profusão de motivos que nos prendem o olhar! Enquanto por dentro, sobressai e avoluma-se na vivência que elas são.
As inclinações, estão na essência do ser! Também estas, respondem a um apelo interior! Resultaram do hábito forçado em necessária cedência aos ventos, ou da deliberada procura de luz. Mas assim, adoptaram uma postura de voo, que ilude o circunscrito espaço da existência.
Folhagens agitam-se receosas do vento que lá vem e as levará para além deste Outono, deixando a árvore mãe, nua e solitária, enquanto dorme o seu sono de Inverno.